Complexos solares e eólicos somam R$ 3,2 bilhões em investimentos no Oeste baiano
Sete parques em quatro municípios vão adicionar 1.480 megawatts até dezembro de 2027 e abrir 4.100 vagas na fase de obras.
Sete complexos de geração solar e eólica em construção no Oeste da Bahia somam R$ 3,2 bilhões em investimentos contratados e vão adicionar 1.480 megawatts de capacidade instalada até dezembro de 2027, segundo os contratos de conexão já assinados.
A geração solar responde por 800 megawatts, divididos em quatro parques, e a eólica por 680 megawatts em três complexos. O valor médio é de R$ 2,16 milhões por megawatt instalado, dentro da faixa praticada no Nordeste.
- Sol do Grande I e II, em Barreiras: 450 MW
- Chapadão Solar, em Riachão das Neves: 190 MW
- Serra do Boqueirão Solar, em Formosa do Rio Preto: 160 MW
- Ventos do Oeste I e II, em Correntina: 480 MW
- Serra Branca Eólico, em Formosa do Rio Preto: 200 MW
O que fica na região
As obras devem empregar 4.100 pessoas no pico, com 390 postos permanentes de operação e manutenção depois da entrada em serviço. Os contratos de arrendamento de terra pagam entre R$ 1.600 e R$ 1.800 por hectare ao ano, com reajuste anual pela inflação.
O arrendamento é previsível e não compete com a lavoura, porque ocupa área de pasto degradado. É esse ponto que fecha a conta para o proprietário.
As primeiras unidades solares devem entrar em operação comercial em março de 2027, e os complexos eólicos em novembro do mesmo ano, conforme o cronograma de conexão.
Sobre quem assina
Equipe de redação do WestSabe, com base em Barreiras e correspondentes em Luís Eduardo Magalhães, Bom Jesus da Lapa e Salvador. Responde pela apuração, edição e checagem das matérias do portal.
