Cafés especiais da Chapada e do Sudoeste baiano conquistam premiação internacional em Genebra
Três lotes de produtores familiares passaram de 88 pontos na escala da SCA; o melhor deles foi arrematado a R$ 2.400 a saca, quase o dobro do café comercial.
Três lotes de café arábica produzidos por agricultores familiares da Chapada Diamantina e do Sudoeste baiano foram premiados em concurso internacional realizado em Genebra, com notas de 88,5, 89,25 e 90,5 pontos na escala da Specialty Coffee Association.
Os lotes vêm de propriedades situadas entre 1.050 e 1.300 metros de altitude. O grupo reúne 480 produtores em 11 municípios, com 1.860 hectares cultivados e média de 3,9 hectares por família.
| Produto | Valor | Dia |
|---|---|---|
| Arábica tipo 6 (referência)saca de 60 kg | R$ 1.280,00 | alta +0,4% |
| Lote premiado (leilão)saca de 60 kg | R$ 2.400,00 | estavel 0,0% |
| Dólar comercialvenda | R$ 5,72 | baixa −0,21% |
Fonte: CEPEA / Banco Central
O que muda para o produtor
O lote de nota 90,5 foi arrematado a R$ 2.400 a saca de 60 quilos, 87,5% acima da referência de R$ 1.280 do café comercial. Para uma família com quatro hectares e produtividade de 22 sacas por hectare, a diferença representa cerca de R$ 98 mil em uma única colheita.
A premiação não serve para vender um lote. Serve para o comprador voltar no ano seguinte sem pedir desconto.
O grupo pretende usar o resultado para certificar a safra 2027 por origem e abrir negociação direta com torrefadores da Europa, hoje feita por intermediários em Minas Gerais.
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